O senso comum nos diz que temos acesso direto a nossa própria experiência, sobre nossa própria mente, “pensamos logo existimos”(Descartes). Essa introspecção filosófica (olhar para dentro, auto-observação) foi a primeira abordagem utilizada no século XX, por Wundt, porém como fonte de fato empírico através do Estruturalismo, para definir a psicologia como uma ciência de fato, a ciência da consciência e torná-la autônoma da Filosofia.
A instropecção no sentido restrito, o indivíduo é ao mesmo tempo o sujeito do conhecimento e o objeto de estudo num processo e auto-observação, onde as emoções e as reflexões são feitas por ele mesmo. Já o experimento de Wundt se deu através da introspecção sistemática, ou seja, controlada, implicava a presença de um observador externo que estruturava as descrições das emoções, o objetivo era identificar e descrever os conteúdos elementares da mente. Criar um catálogo de elementos mentais, uma analogia psicológica como uma tabela periódica dos elementos em química, o que gerou milhares de descrições de estados mentais, com algumas explicações ou teorias.
A introspecção controlada era composta por três etapas:
1. Apresentação de pequenos estímulos visuais ou auditivos a um conjunto de observadores treinados.
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Os sujeitos descrevem as suas emoções recorrendo a termos predefinidos.
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Os dados eram depois relacionados e interpretados por uma equipe de psicólogos
A psicologia evoluiu, desenvolveu novas teorias e técnicas, mas a aplicabilidade da observação e reflexão ainda é muito presente. Na educação esta ferramenta, ou a ausência dela, pode acarretar resultados consideráveis. Como já sabemos, as pesquisas comprovam que a inteligência é diversa, pensamos o mundo através das formas, como o experimentamos, pensamos visualmente, auditivamente, cineticamente, pensamos ainda em termos abstratos, pensamos em movimento. A inteligência é dinâmica e interativa e se não estamos preparados para abordá-la respeitando essa diversidade corremos o risco de reproduzir uma inteligência reduzida ao invés de incentivá-la.
Referências:
Introspectionism Reconsidered - William A. Adams
Psicologia da Educação como Ciência - Andréa Forgiarni Cechin